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Reforma Tributária: 1/3 das empresas não sabe avaliar o impacto no negócio
Dados de uma pesquisa realizada pela GestãoClick mostram que um terço dos empreendedores não sabe avaliar o impacto da Reforma no próprio negócio, o que revela um cenário de incerteza operacional, e não apenas de dúvida conceitual.
O dado chama atençãoa atenção porque surge em um contexto no qual a Reforma já deixou de ser uma discussão abstrata.
A transição avança, os efeitos começam a se desenhar na rotina e, ainda assim, parte significativa do mercado segue sem clareza sobre preço, custos e reflexos no caixa. Essa dificuldade de avaliação indica que o problema não está apenas no acesso à informação, mas na capacidade de traduzi-la para a realidade da operação.
⅓ não sabe avaliar e 53% dos empreendedores acreditam que o impacto será moderado ou muito alto
A pesquisa revela um quadro dividido. 34,2% dos respondentes afirmam não saber avaliar o impacto da Reforma, enquanto 53% já acreditam que ele será moderado ou muito alto. Apenas uma parcela menor considera o efeito baixo ou inexistente.
O contraste sugere que, mesmo entre quem percebe risco, há pouca precisão sobre onde e como esse impacto ocorrerá. A Reforma é percebida como relevante, mas difusa. Falta clareza sobre quais processos serão mais afetados e como decisões atuais, de preço, cadastro, emissão de notas e gestão financeira — se conectam ao novo modelo tributário.
Sem conseguir medir o impacto, o empreendedor posterga ajustes, mantém rotinas antigas e reage apenas quando o problema já aparece no resultado financeiro.
O impacto real: não são apenas novos tributos, mas um novo jeito de fazer sua operação diária
A dificuldade de avaliação apontada pela pesquisa ajuda a desmontar um equívoco comum: o de que a Reforma Tributária se resume à troca de tributos. Na prática, o impacto real está na forma como a operação passa a ser registrada, integrada e interpretada pelo sistema tributário.
A Reforma amplia o uso de dados eletrônicos, aproxima a apuração do momento da venda e reduz a margem para correções posteriores, afetando diretamente áreas que os próprios empreendedores apontam como sensíveis: emissão de notas fiscais, obrigações acessórias, formação de preços e gestão financeira.
Quando a empresa não enxerga essa conexão, tende a subestimar o impacto. O problema não surge como um aumento imediato de imposto, mas como uma sequência de distorções operacionais que se acumulam ao longo do tempo.
Perder crédito tributário é apenas o começo de um prejuízo que pode crescer
Entre os primeiros efeitos da Reforma está a perda de créditos tributários por falhas operacionais, como erros na emissão de notas fiscais ou inconsistências cadastrais. Esse prejuízo inicial, muitas vezes invisível, pode se ampliar e afetar preços, margens e fluxo de caixa.
A pesquisa mostra que, embora muitos empreendedores temam aumento de custos, a dificuldade está em relacionar esses riscos à rotina diária, o que impede avaliara avaliação do impacto real.
Nesse cenário, o desafio deixa de ser apenas entender a lei e passa a ser organizar a operação e integrar informações, para enxergar os efeitos antes que se acumulem de forma silenciosa.
Por esse motivo, sistemas de gestão preparados para a Reforma ajudam a integrar vendas, emissão de notas fiscais e financeiro, dando visibilidade antecipada aos impactos e reduzindo surpresas no resultado.
Fonte: Contábeis

