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Aumento do uso de videoconferência chama atenção de hackers para golpes

10/07/2020



Com as orientações de distanciamento social para conter a disseminação da Covid-19, muitas empresas adotaram o home office ou o teletrabalho. Com isso, a procura por aplicativos de videoconferência teve um salto nos últimos meses.

A ferramenta é a solução para manter as equipes integradas à distância, assim como é para realizar reuniões, aulas e até mesmo por em dia o papo entre amigos e familiares no dia a dia, de maneira segura.

Mas o aumento da utilização dessas ferramentas de vídeo também chamou atenção de hackers que começaram a criar apps falsos com o objetivo de roubar dados e até dinheiro das vítimas.

Um estudo feito pelo dfndr lab, da empresa de segurança digital PSafe, identificou uma série de golpes que usam aplicativos falsos de chamadas por vídeo. Desde janeira, mais de 44 mil pessoas foram vítimas desses ataques, de acordo com os pesquisadores.

Golpe por aplicativos

Os aplicativos Zoom, Skype, Slack e os ofertas do Google são os principais utilizados como iscas pelo cibercriminosos, que usam indevidamente a marca de serviços populares com o objetivo de enganar pessoas.

Quem instala um aplicativo falso pode tanto ter credenciais vazadas, como até mesmo informações pessoais e bancárias.

"Trabalhar em casa acaba aumentando os riscos de comprometimento e vazamento de dados corporativos. Quando uma pessoa utiliza o Wi-Fi de casa, por exemplo, ela não tem o mesmo nível de segurança que teria em uma rede corporativa", explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

Ele ainda destaca que o uso de dispositivos pessoais para acessar dados confidenciais do trabalho também representam riscos, já que golpistas podem mirar informações sensíveis corporativas em seus ataques.

“No pior dos cenários, as empresas que instalam e fazem uso desses app falsos podem se tornar alvo de ataques de ransomware, que é quando o cibercriminoso invade e sequestra seu dispositivo e exige o pagamento de uma quantia para que não vaze dados confidenciais”, alerta Simoni.

Medidas de segurança

De acordo com os pesquisadores do dfndr lab, há algumas maneiras de garantir que seus dados não sejam roubados por meio dessas fraudes.

Primeiramente, é fundamental que empresas contem com soluções contra vazamento de dados.

A segundo dica recomendação é que o usuários confira os sites oficiais dos serviços de videoconferência para verificar se o download que está sendo feito é legítimo.

Por fim, a medida de segurança que deve ser considerada uma das mais básicas é evitar repetir senhas em diferentes serviços.

Por mais que seja bastante inconveniente ter que lembrar de vários passwords diferentes, o uso repetido de uma mesma senha aumenta a chance de hackers conseguirem acessar indevidamente suas contas.

 

Fonte: Portal www.contabeis.com.br

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